Visita inesquecível na casa de Anne Frank em Amsterdam

“Quero continuar vivendo, mesmo depois da minha morte!” — Anne Frank, 5 de abril de 1944. Como foi conhecer a história e casa de Anne Frank!

Meses antes de eu imaginar ir para a Europa ou visitar Amsterdam, tive a oportunidade de ler o famoso Diário de Anne Frank. Já tinha ouvido falar sobre o livro e um pouco da história dela.

Só que ao ler o seu diário, fiquei muito impressionada com os pensamentos e com a realidade vivida durante a guerra por Anne Frank e seus familiares.

Então, quando planejamos ir para Amsterdam, visitar a Casa de Anne Frank para mim era essencial!

Mas quem foi Anne Frank? De origem judaica, Anne Frank nasceu em 12 de Junho de 1929, em Frankfurt Am Main, na Alemanha. Ela foi uma entre as milhares de vítimas da perseguição aos judeus durante a 2ª Guerra Mundial.

Quando Adolf Hitler chegou ao poder em 1933 na Alemanha, a família Frank se mudou para os Países Baixos. Ali, Otto Frank, o pai de Anne, estabeleceu duas empresas: Opekta e Pectacon.

→ Já pensou passar o Réveillon 2018 em BALNEÁRIO CAMBORIÚ!

Psiiii › Inscreva-se em nosso canal no Youtube

Após, com a invasão alemã nos Países Baixos, em 1942, Otto e Edith Frank e suas filhas Margot e Anne se esconderam no Anexo Secreto do prédio da empresa da família, à rua Prinsegracht, 263.

Casa de Anne Frank

Divulgação. Anne Frank

Anne Frank havia ganhado um diário dias antes de aniversário de 13 anos. Ela o levou consigo para o esconderijo, onde começou a relatar o dia a dia da família. Mas não só isso, ela descreve suas impressões do mundo, seus sonhos e seus pensamentos pessoais.

A narrativa te leva por dilemas da adolescência até conclusões espetaculares sobre a humanidade. Não há quem não aprenda e se identifique com Anne durante a leitura.

A gente não tem ideia de como mudou, até que a mudança já tenha acontecido. — Anne Frank

Dois anos depois o Anexo Secreto é descoberto e todos são levados para os campos de concentração. Em poucos meses a guerra acaba e apenas Otto Frank sobreviveu. Ao retornar para o esconderijo, ele recupera o diário de sua filha.

No dia 25 de junho de 1947, a primeira edição em holandês é publicada. Hoje o diário já foi traduzido para mais de 70 idiomas, tornou-se um dos relatos mais emblemáticos sobre esse período nebuloso e um dos livros mais lidos no mundo!

Museu Casa de Anne Frank

Apesar do nome do museu ser Casa de Anne Frank, sua família morou ali somente entre 1942 e 1944. Em Amsterdam, eles viviam em Rivierenbuurt. Um bairro que foi construído nos anos 20 e 30 e era ocupado principalmente por judeus de classe média.

Para fazer um passeio pela ruas de Rivierenbuurt e até conhecer a livraria em que o pai da Anne Frank comprou seu diário, leia este post super interessante do Ducs Amsterdam.

Casa de Anne Frank

O Anexo Secreto, onde a família se refugiou, fica aos fundos do pequena empresa de Otto Frank. Ele não pode ser visto pela frente do prédio e o seu acesso é através de uma porta escondida por uma estante de livros.

Que maravilha é ninguém precisar esperar um único momento para melhorar o mundo. — Anne Frank

Conhecer a Casa de Anne Frank, foi nosso primeiro passeio assim que chegamos em Amsterdam. Já estavamos cientes que enfrentaríamos uma fila grande. Porém, por ser baixa temporada, a espera não foi tão longa. Levou mais ou menos 1 hora creio.

Eu sei que nos meses mais movimentados, a espera para comprar o bilhete, chega a ultrapassar 2 horas.

O que marcou mesmo, foi o vento frio que enfrentamos esperando, já que você tem que aguardar na rua. E também foi quando eu descobri que o sol durante o inverno da Europa se põe tipo 4 da tarde!

Conhecendo o prédio

Ingressos comprados, o tour pela Casa de Anne Frank começou! Infelizmente não é permitido fotografar e filmar lá dentro. ='(

Primeiro passo para aproveitar melhor o passeio é pegar o Guia explicativo do Museu. Ele está ao lado da bilheteria e tem disponível em português. Com o guia é possível entender a dinâmica da casa e também a história de Anne Frank. Dê uma olhadinha no guia antes da visita.

Casa de Anne Frank

Acho que neste lugar nunca vou me sentir realmente em casa, o que não significa, porém, que eu o deteste. Sinto como se tivesse de férias, morando em uma pensão esquisita. Talvez seja uma comparação meia doida, mas é assim que eu sinto. — Anne Frank

Por ser uma construção tipicamente holandesa, o espaço interior é pequeno e as escadas são íngremes. No entanto, nada dramático que lhe vai impedir de conhecer a Casa de Anne Frank. A única restrição mesmo é para quem tem muita dificuldade de locomoção, como cadeirantes. Se for o seu caso.

Durante a visita, todo mundo automaticamente vai formando uma fila e andando devagarinho. Os primeiros cômodos, que serviam como armazém, depósitos e escritórios, contam mais sobre a história da família com frases na parede, vídeos e fotografias.

Conhecendo o Anexo Secreto

Entretanto, depois que cruzamos a passagem para o Anexo Secreto, foi quando senti muita emoção e veio a memória tudo que li no diário de Anne Frank. Passamos primeiro pelo quarto dos seus pais e de Margot. Depois conhecemos o próprio quarto de Anne, que dividia com Fritz Pfeffer.

Casa de Anne Frank

© Franks Door. Entrada para o Anexo Secreto.

Casa de Anne Frank

Divulgação. Quarto da Anne Frank e Fritz Pfeffer

Seguimos pelo único banheiro (e motivo de muito confusão entre os habitantes, por conta do tempo de uso exagerado de alguns) e pelo quarto de Hermann e Auguste van Pels, que também servia como cozinha e sala de convivência.

Casa de Anne Frank

Divulgação. Quarto de Hermann e Auguste e Cozinha da casa

A visita terminou no quarto de Peter, que ficava no sótão. Ali tinha a única janela aberta para a rua onde Anne e Petter passavam horas conversando, em quem deu seu primeiro beijo. Nesse ponto não se pode subir a escada, mas há um espelho colocado em uma posição estratégica, onde dá para ver o interior do quarto.

Não pense que eu estou apaixonada, porque não estou. Sinto, porém, o tempo todo, que algo pode surgir entre nós, alguma coisa bonita e duradoura como segurança e amizade. — Anne Frank

Tudo está sem a mobília, pois por ordem dos nazistas o Anexo foi esvaziado. Depois de virar um museu, a pedido de Otto Frank, mantiveram vazio os quartos e assim simbolizar o vazio de milhões de pessoas que foram levadas como prisioneiras e nunca mais retornaram para suas casas.

Para ter um ideia de como é lá dentro, assista esse vídeo curtinho que mostra o interior da casa mobiliada ou também navegue pela Casa de Anne Frank em 3D.

  • Para colocar legendas em português, clique em configurações (símbolo da engrenagem).

Os moradores do Anexo Secreto

O esconderijo era um lugar pequeno e moravam 8 pessoas ali. A família Frank: os pais Otto e Edith e as filhas Margot e Anne. A família Van Pels: os pais Hermann, sócio de Otto, e Auguste e o filho Peter, que se juntaram uma semana depois. Além, do dentista Fritz Pfeffer, amigo da família Frank, que chegou quatro meses mais tarde .

Casa de Anne Frank

Divulgação. Margot, Otto, Anne e Edith, família Frank

Para sobreviver no esconderijo, os habitantes do Anexo Secreto contavam com a ajuda de quatro pessoas que também trabalhavam na empresa de Otto Frank: Miep Gies-Santrouschitz (e seu esposo Jan Gies), Johannes Kleiman, Victor Kugler e Bep Voskuijl. Eles traziam mantimentos, roupas, livros e notícias da cidade.

  • Clique nos nomes para conhecer melhor cada um dos habitantes e dos colaboradores.

Informações para visitar a Casa de Anne Frank

Muitas vezes, quando vamos visitar algumas cidades, fazemos um roteiro no automático, já que várias pessoas estão recomendando como “visita obrigatória”, “não pode deixar de conhecer”.

Contudo, nem sempre todos os passeios ou museus imperdíveis se encaixam no perfil do viajante. E acho que a Casa de Anne Frank é um desses lugares.

Casa de Anne Frank

A verdade é, quem não tem o menor interesse pelo história do diário, não vai ver graça nenhuma na visita. No fim, vai até acabar perdendo de fazer algo que para ele poderia ser mais interessante.

Por outro lado, quem se interessa muito a história de Anne Frank, ou a 2ª Guerra Mundial lhe chama a atenção, esse passeio vai ser realmente imperdível e muito emocionante!

Um dia há de terminar esta guerra terrível. Certamente dia virá em que seremos gente de novo, não apenas judeus. — Anne Frank

Então fica a dica: avalia bem se esta atração é para você, principalmente se o tempo em Amsterdam for curto. Só que de uma coisa eu tenho certeza, quem quiser conhecer, vai voltar impactado do museu.

Valores

As entradas são vendidas pessoalmente na bilheteria ou então online. Lembrando que IAMSTERDAM City Card não dá direito a entrada gratuita.

Adultos: € 9,00
Crianças e adolescentes entre 10-17 anos: € 4,50
Crianças entre 0-9 anos: entrada gratuita

Ingresso Online

Para evitar as gigantescas filas que se formam em frente à Casa de Anne Frank, se programe para comprar o ingresso online. A ressalva é que eles são disponibilizados apenas com dois meses de antecedência e esgotam rapidamente! Então tem que ficar de olho.

Para comprar o ingressos online, acesse esse link. Uma taxa de € 0,50 é cobrada, porém super compensa. Lembrando que os ingressos não são reembolsáveis ou remarcáveis.

Assim, com os ingressos comprados, ao chegar na Casa de Anne Frank, basta apresentá-los no seu horário reservado e voilà, entrada permitida sem filas!

Para ler um passo a passo de como adquirir seu E-ticek, leia o post do Conexão Amsterdam. Em caso de dúvidas, confira o perguntas e resposta do site oficial do museu.

Horários de Funcionamento

No ano passado o museu implementou um novo sistema para tentar diminuir as filas.

Dessa forma, entre às 9hrs às 15h30min somente entra quem possui ingresso comprado online. A partir das 15h30min até o horário de fechar, estão permitidos os visitantes que vão adquirir o ingresso na hora. Lembrando que horário limite de entrada 30 minutos antes do horário de fechamento.

Normalmente no fim do dia, as filas são menores. Então é um bom horário para programar o passeio. Inclusive nos fomos na Casa de Anne Frank à noite.

1º de abril até 31 de outubro: Todos os dias aberto de 9:00 às 22:00 horas.
de novembro até 31 de março: Todos os dias aberto de 9:00 às 19:00 horas (aos sábados até as 21:00 horas).

Como chegar

Para chegar à Casa de Anne Frank, vindo da Estação Central, dá uma caminhada por cerca de 20 minutos. Chegando de trams, use o 13, 14 ou 17. Já de ônibus, pegue o 170, 172 e 174.

Desça no ponto Westermarkt, quando o sistema também anuncia como Anne Frank House.

Casa de Anne Frank

Localização da Casa de Anne Frank em Amsterdam

Endereço
Prinsengracht 263-267, 1016 GV Amsterdam, Reino dos Países Baixos. Mapa.

 

O único arrependimento que tenho até hoje na minha visita na Casa de Anne Frank, é por não ter comprado um diário na livraria no final na visita. Era o primeiro dia de viagem e estava meio apreensiva com o dinheiro. Ironia, que no fim da viagem até “sobrou” grana =x.

No entanto, a visita foi muito tocante! Confesso que gostaria de ver os cômodos mobiliados, para ter uma noção melhor do dia vivido por Anne Frank e os outros habitantes no Anexo Secreto.

Mas este é um espaço muito real e com uma história marcante, para nos fazer lembrar dos horrores já vividos por alguns na terra…

Apesar de tudo eu ainda creio na bondade humana. — Anne Frank

Compartilhe esse post com seus amigos e se ficou alguma dúvida ou se você já teve o prazer de visitar à Casa de Anne Frank, deixe um comentário para nós!

Dúvidas?

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *