Por que não visitar as famosas cidadezinhas do interior e se vislumbrar com paisagens espetaculares? Esse passeio também existe no Vale Europeu Catarinense!

Relacionado

O Vale Europeu é um dos pontos mais visitados em Santa Catarina. E não é para menos, já que este pedacinho do estado preserva a tradição do seus colonizadores vindos do outro lado do mar.

As famosas festas culturais, como a Oktoberfest, são celebradas anualmente em várias cidades da região. Muitas que, até hoje, permanecem com a cultura e a língua viva, especialmente dos imigrantes alemães e italianos.

Outra característica do Vale Europeu Catarinense que impressiona os turistas e moradores são as suas belezas naturais. Rodeado de montanhas, pastos e mirantes, a topografia daqui é única.

Pensando nisso, resolvemos pegar o carro e conhecer mais estradas, paisagens e belezas da nossa terra natal, venha conferir como foi a nossa aventura!

Rota Rural pelo Vale Europeu

O nosso ponto de partida foi a cidade de Botuverá. Por ali continuamos na Rodovia SC-486, fazendo uma balão, até chegar em São João Batista. Percorremos ao total 170 km.

Como o caminho tem muitas subidas, é sinuoso e a estrada não é pavimentada em muitos pontos, levamos uma média de 5 horas para completar a rota.

Contudo, várias opções podem ser montadas.

  • Partir de Botuverá, ir por Vidal Ramos, seguir em uma rota alternativa até Leoberto Leal (sem passar por Imbuia) e chegar em São João Batista — totaliza 156 km.
  • Partir de Presidente Nereu, continuar até Vidal Ramos, passar por Imbuia e finalizar em Leoberto Leal — totaliza 72 km.
  • Partir de Nova Trento, dirigir até São João Batista, prosseguir por Major Gercino e terminar a rota em Leoberto Leal — totaliza 88 km.

Assim, conforme for o seu ponto de partida e chegada é possível adaptar a melhor rota para o seu passeio.

Vale Europeu - Botuverá
Córrego durante o caminho

Mas independente de qual for o trajeto escolhido ou criado, tenho certeza que passear por esta região é apreciar paisagens deslumbrantes! A ideia mesmo, é desbravar as cidadezinhas rurais do Vale Europeu.

No mapa estão listados todos os roteiros sugeridos e o caminho que fizemos. Para selecionar, ou desselecionar, qualquer uma das opções, basta clicar na caixinha vermelha à esquerda.

Fizemos a rota rural pelo Vale Europeu de carro, mas também tem a opção de seguir de bicicleta, como relata esse post super legal do blog Bike a 2 ou de moto, como o Pietro Paladini registrou neste post em seu blog.

Botuverá

Com traços das tradições da colonização italiana até hoje bem vivos e praticados entre os seus habitantes, Botuverá foi a nossa primeira escolha. Isso porque a cidade guarda uma das atrações naturais mais legais que já visitamos: as Grutas de Botuverá.

Vale Europeu - Botuverá
Chegando em Botuverá

Vale Europeu - Botuverá

Com muita floresta nativa e riquezas minerais, 70% do território de Botuverá é de cobertura vegetal, onde existe uma biodiversidade muito grande.

Vale Europeu - Botuverá

Vale Europeu - Botuverá

São várias montanhas, planícies, alguns mirantes e áreas de reflorestamento com eucaliptos ou pinus, que foi umas das partes mais lindas de conhecer na estrada.

Vale Europeu - Botuverá
Mirantes no caminho

Vale Europeu - Botuverá

Vale Europeu - Botuverá

Vale Europeu - Botuverá

Vale Europeu - Botuverá

Ficha técnica de Botuverá.
Atrações: Grutas de Botuverá e Cachoeira Recanto Feliz.
Onde comer: Restaurante do NidoRestaurante Lá na Chácara e Casa Velha.
Onde dormir: Hotel Sgrott.
Curiosidade: Colonizados por imigrantes italianos, até os dias atuais os habitantes de Botuverá conversam em italiano e preservam três dialetos do idioma, Tiroles, Mantoano e Bergamasco.
Festa Típica: Anualmente, em meados de junho, acontece na cidade a Festa Bergamasca.

Vidal Ramos

Uma cidadezinha pequena e rural, a qual iniciou sua história em 1916 quando caçadores desbravavam a região, Vidal Ramos é o berço do Rio Itajaí-Mirim. Nos anos seguintes famílias alemãs e italianas começaram a ocupar e cultivar as terras férteis, que tinham abundância em pesca e carne.

Vale Europeu - Vidal Ramos
A caminho de Vidal Ramos

Vale Europeu - Vidal RamosVale Europeu - Vidal RamosVale Europeu - Vidal Ramos
Vale Europeu - Vidal Ramos

A economia do município se baseia na agricultura, com o cultivo de fumo, cebola, feijão e milho. Além, da área industrial, já que Vidal Ramos sedia uma unidade da Votorantim Cimentos.

Com certeza por isso, quando chegamos em Vidal Ramos e percorremos até Leoberto Leal, a estrada era um tapete! Foi, sem dúvida, a parte mais tranquila de transitar.

Vale Europeu - Vidal Ramos
Mirante para a cidade
Vale Europeu - Vidal Ramos
Mirante para a cidade
Vale Europeu - Vidal Ramos
Unidade da Votorantim Cimentos

Vale Europeu - Vidal Ramos

Vale Europeu - Vidal Ramos  Vale Europeu - Vidal Ramos Vale Europeu - Vidal Ramos

Ficha técnica de Vidal Ramos.
Atrações: Igrejinha de São Sebastião e Igreja Luterana (ambas na Rua Augusto Stoltenberg), Sítio do Nono e Sítio do Vô Bubi, leia mais aqui sobre esses espaços nesse post muito interessante.
Onde comer: Pizzaria Toscana, Restaurante Mirim e Restaurante Pé da Serra.
Onde dormir: Acacios Hotel e Hotel e Confeitaria Tante Mila.
Curiosidade: Há relatos que o famoso médico nazista Joseph Mengele, conhecido como “Anjo da Morte”, teria vivido em Vidal Ramos em um pequeno sítio, entre 1972 e 1975, antes de partir para a cidade paulista de Bertioga.
Festa Típica: Vidal Ramos realiza em alguns anos a Doce Festa e, anualmente, no mês de outubro, o Festival da Cultura.

Imbuia

A próxima parada da Rota Rural do Vale Europeu foi a cidade de Imbuia, que é conhecida como a Capital Estadual do Milho Verde.

Vale Europeu - Imbuia
A caminho de Imbuia

Suas terras começaram a ser colonizadas por imigrantes alemães em 1930. O município carrega o nome da madeira imbuia, por tal vegetação ser abundante por ali. Hoje, substituída por imbuia de reflorestamento.

Vale Europeu - Imbuia
Muros de pedra

Ficha técnica de Imbuia.
Atrações: Praça José Horacio Laurindo e Igreja Matriz.
Onde comer: Churrascaria do Alemão, La Bella Pizza e Restaurante e Pizzaria Taykinho.
Onde dormir: Hotel Venicius.
Curiosidade: Por lei Estadual, a imbuia é considerada a árvore simbolo de Santa Catarina.
Festa Típica: Em alguns anos, a Festa Estadual do Milho Verde é realizada em Imbuia.

Leoberto Leal

Em Leoberto Leal encontramos uma paisagem muito diferente. De um lado víamos a pequena parte central da cidade e do outro estava um paredão recheado de árvores. Era lindo demais!

Vale Europeu - Leoberto Leal

Foi em 1917 que a região começou a ser habitada por moradores vindos de outras localidades, como de Lages, Alfredo Wagner, Palhoça e São José. Antes as terras eram usadas para a prática de caça e habitada por alguns índios.

Composta por 22 comunidades, Leoberto Leal é recheada de atrativos naturais, principalmente cachoeiras.

Vale Europeu - Leoberto Leal

Ficha técnica de Leoberto Leal.
Atrações: Cachoeira Nicolau Welter e Museu Lindofo Gonçalvez.
Onde comer: Pizzaria do Lorinho.
Onde dormir: Hotel JK.
Curiosidade: Quem sabe no inverno não dê a sorte de apreciar uma paisagem com neve por aqui?

Major Gercino

O distrito de Boiteuxburgo, antes de chegar no centro de Major Gercino, a região mais do interior que passamos em nossa Rota Rural pelo Vale Europeu.

Saindo de Leoberto Leal, pegamos uma estrada de chão bem sinuosa. Infelizmente, nesse momento começou a chover bastante e a neblina apareceu. O que dificultou fazer fotos legais.

Vale Europeu - Major Gercino
Caminho lindo pela área rural

Vimos muitos vales, várias montanhas, muitaaa vegetação e casinhas rurais. Além de ter córregos d’água em vários trechos. O conjunto enchia os olhos.

Vale Europeu - Major Gercino

Vale Europeu - Major Gercino

Quando chegamos no centro de Major Gercino, com pracinha, igreja e comércio, paramos em uma padaria para recuperar as forças, com massinha de banana e pão prensado.

A partir desse ponto a rota ficou mais estável. Vimos também muita plantação de uva. Paisagem comum por essa região, já que 90% do município é ocupado por parreiras.

Vale Europeu - Major Gercino
Igrejinha do centro
Vale Europeu - Major Gercino
Centro
Vale Europeu - Major Gercino
Busto de Gercino Gerson Gomes
Vale Europeu - Major Gercino
Parreiras de uva

A cidade de Major Gercino começou a ser desbravada em 1884. A colonização se deu em princípio por famílias luso-brasileiras, seguidas de alemãs, italianas e polonesas.

Vale Europeu - Major Gercino
Córrego durante o caminho

Ficha técnica de Major Gercino.
Atrações: Cascata Rio do Alho, conheça melhor sobre o ponto no post do Blog Aventura Catarina.
Onde comer: Central do Pão e Lanchonete Senadinho.
Onde dormir: Hotel Senadinho.
Curiosidade: O nome do município é em homenagem a Gercino Gerson Gomes. Ele foi Major no Exército Brasileiro, professor de farmácia em Florianópolis e exerceu grande desempenho para o desenvolvimento da comunidade.

São João Batista

Ponto final no nosso trajeto pela parte rural do Vale Europeu. São João Batista é a maior cidade de todas que passamos. Fundada em 1834, sua colonização se deu por imigrantes italianos.

Sua economia era baseada também na agricultura, mas atualmente se consolidou como um dos maiores pólos calçadistas do Brasil, com mais de 150 fábricas instaladas na cidade.

Vale Europeu - Major Gercino
A caminho de São João Batista

Vale Europeu - São João Batista Vale Europeu - São João Batista

Quando chegamos e estacionamos em São João Batista, tivemos aquela impressão de chegar na “cidade grande”, já que, pelos municípios que passamos antes, eram bem estilo “vida no interior”.

Vale Europeu - São João Batista
Centro

Ficha técnica de São João Batista
Atrações: Cascata do Fernandes e turismo de compra na centro, devido às lojas de sapatos.
Onde comer: Por aqui opções não faltam. Veja mais no facebook e tripadvisor.
Onde dormir: Hotel Don Rafhael.
Curiosidade: São João Batista formou a primeira colônia italiana no Brasil. Foram 132 imigrantes vindos de Sardenha, uma ilha na Itália, trazidos por uma sociedade particular de colonização.
Festa Típica: Em janeiro e fevereiro acontece a Feira de Calçado Catarinense, que atrai milhares de turistas pelo preço atrativo.

 

Após, seguimos mais alguns quilômetros até chegar em casa, querida Itajaí hehe. Amamos o passeio, com certeza rodamos bastante, mas foi um roteiro diferente e tivemos a oportunidade de incluir mais cidadezinhas do nosso Estado de Santa Catarina na lista de visitados.

Se você quer alguma dica ou sugestão ou ainda saber mais sobre a Rota Rural do Vale Europeu, não deixe de comentar e, claro, compartilhar também! 😉

Summary
Vale Europeu Catarinense: Rota Rural por 6 cidades e muita paisagem!
Article Name
Vale Europeu Catarinense: Rota Rural por 6 cidades e muita paisagem!
Description
Por não visitar as famosas cidadezinhas do interior e se vislumbrar com paisagens espetaculares? Esse passeio também existe no Vale Europeu Catarinense!
Author
Publisher Name
Cadê minha mala?
Publisher Logo